terça-feira, 9 de agosto de 2011
(DES) medindo a altura do abismo
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Decifrando o silêncio

Tarde fria, um chamado a pulsar.
As interrogações se aplacam e a fermata
Passa a marcar os passos, os lentos...
De mim, além da terra!
Em meio ao silêncio, só resta o eco,
O barulho do silêncio que me sufoca!
As respostas, onde estão?
Como são, quem irá interpretá-las?
As dores do vazio, a distância de mim...
Resguardo-me em meu leito, sem tempo nem chão!
Por onde andará a fortaleza do meu eu?
Por onde andará você?
O medo se vai, ontem eu disse...
E hoje? O que há?
Onde estará a mudança? No nada?
Ainda resta-me a mim... Resta?
Aí está você, de corpo... E alma?
Por detrás das lentes, ela está.
Quem dera eu, se eu pudesse...
Não, nada vejo!
Por onde andará você?
Traz-me a minha resposta,
Interpreta tua fala,
Decifra-me a tua resposta...
Por Luana Chaves (25/07/11)
terça-feira, 7 de junho de 2011
Santíssimo Sacramento
Caro leitor, aqui estou e, como num final de filme assistido pela segunda vez, sinto-me como se isso já estivesse acontecido antes. E fico a me perguntar: realmente isso aconteceu ou é apenas um dèjá vu? Em meio às dúvidas, só me restam interrogações. Até mesmo elas, que preenchem todos os espaços do meu pensamento, parecem um “repeteco”.
Esses dias foram diferentes. Encantadores, posso, assim, dizer! Ainda me resta a lembrança muito nítida. Ao olhar essa foto, me vem quase que a emoção completa do momento. Tudo bem, eu sei que não. Só quem vive o momento, sabe a intensidade e a importância que ele tem. E você, caro leitor, jamais sentiria a emoção que eu senti quando vi essa imagem se refletir real, como está, na parede naquela noite de sábado...
Olhe bem para essa foto. É o próprio Coração de Jesus Misericordioso refletido na parede! Como isso foi possível? Sinto cada parte do meu corpo arrepiar só de lembrar-me desse momento mais que especial. E eu só tenho a agradecer por esse dia lindo, por esse presente maravilhoso. Meu Deus sabe o que faz e não faz pelas metades. Escute bem: Deus NUNCA faz pela metade! Guarde bem essa frase e lembre-se bastante dela quando fizer um pedido a Ele...
Vem, age na minha vida. Mesmo que eu não queira, faça uma obra em mim. Mesmo que eu não queira, habita em mim. Manda seu Espírito. Ora por mim, Espírito Santo! Leva pra Deus tudo aquilo que eu preciso, afasta de mim o que não é para minha vida. Tira do meu caminho o que não me faz bem. Escuta meu coração, me ajuda. Dá-me discernimento. Ajuda-me a reconhecer o que é meu, o que é do mundo, o que é de Deus...
Diga-me as palavras que eu necessito dizer,
mas não consigo. Ensina-me a rezar, a pedir, a agradecer, a adorar... Mostra-me o que é para mim, me ajude nas minhas fraquezas. Não sei como devo pedir, Espírito Santo, mas, ajuda-me! Tira de mim todo o atraso que me afasta de Deus.
Intercede por mim, Espírito Santo. Eu sei que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e eu quero mais e mais esse amor. Eu te peço, clamo: vem orar por mim. Só Deus sabe a dor que sinto, as angústias que me prendem, as inquietações que me cercam.
Meu coração está ferido, sem ao certo saber qual a razão. Cura-me, Espírito Santo, leva pra Deus tudo o que me faz infeliz, tira de mim tudo o que não é para mim. Traz a paz, fortalece o amor e confiança que tenho em Deus.
Por Luana Chaves
(07/06/11)
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Faz de conta

De novo. Como num faz de conta. Finge que eu continuo vindo aqui. Faz de conta que eu tenho passado para o papel todas as angústias que me afetam, faz de conta que eu dei conta de fazer isso todas as vezes em que foi preciso. Faz de conta. Faz de conta! Ora, eu não suporto mais fazer de conta! Para que? Por quê? Eu não sei ser assim, eu não consigo ser assim. Já tentei, juro que já tentei. Mas, hoje, não deu. Você, que lê o que eu escrevo, sabe. E você, que veio pela primeira vez, meu bem, vai saber: eu não sei ser assim. Repito: EU NÃO SEI SER ASSIM (leia-se: SOCORRO!!!).
Tentei algumas vezes escrever aquilo que eu queria ler, aquilo que fizesse meu coração acalmar. Não foi possível, não consegui mentir para mim mesma. Eu até tentei, mas as palavras ficaram soltas, sem nexo algum. É estranho... Eu consigo mentir pra você, minha família, meus amigos, mas, para mim mesma, jamais! Isso me frustrou, pois, para me aliviar, eu quis inventar uma realidade que não existe dentro de mim. Mas, quer saber? Isso é bom! Prova que eu sou fiel a mim mesma, ou, pelo menos, tento.
Essas tentativas de esquecimento só me fizeram enxergar o quanto não posso esquecer, assim, por esquecer. Mas como irei esquecer aquilo que eu não sei se era pra existir? Diga-me você que está lendo essas palavras quase que sufocantes: como? O convívio me faz bem, mas, ao tempo, tira-se o chão! Como pode? Já pedi a Ele que me guiasse, que me dissesse qual é a direção, o que fazer... Até recebi um sinal de fumaça, sabe, mas fiquei na dúvida, me perdi pelo caminho que estava tão obscuro! Apesar disso, nesse meio tempo, pude aproveitar a distração, me diverti, todavia, não esqueci...
Olho para trás e não tenho mágoas, nem remorso do que se passou. Isso é bom? Não sei. Não sei mesmo. Fico a me perguntar: por que essa situação, sendo que não deu certo? A vida podia ser como num tamagoshi, né? Quando a gente estivesse quase se fodendo, haveria um botão atrás escrito “reset”. E pronto! Tudo de novo, como se nada tivesse acontecido. Seria essa a melhor solução para as presepadas que a gente se mete?
Um faz de conta. Faça de conta você que está lendo essas palavras! Faça de conta que eu não escrevi nada disso que venho discorrendo, faça de conta que eu estou cem por cento bem. Faça de conta, também, que você não entendeu o que escrevi, porque eu sei que você entendeu, mas, apenas, faça de conta...
domingo, 27 de março de 2011
Rifa-se um coração

Rifa-se um coração que nunca aprende. Que não endurece e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural. Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras. Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Esse coração que erra, briga, se expõe. Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões. Sai do sério e, às vezes, revê suas posições, arrependido de palavras e gestos. Este coração tantas vezes incompreendido. Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto. Um coração para ser alugado ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes. Um órgão abestado, indicado apenas para quem quer viver intensamente e contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário. Um coração que, quando parar de bater, ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas: "O Senhor poder conferir, eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e se recusa a envelhecer".
Rifa-se um coração ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo. Um órgão mais fiel ao seu usuário. Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconseqüente. Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado. Um verdadeiro caçador de aventuras que, ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree. Um simples coração humano. Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado. Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina. Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Uma palavra esperando tradução
Pensamentos borboleteando...De repente, me deu uma vontade de escrever. Uma vontade de colocar pra fora isso, sabe. Mas colocar pra fora de verdade! Queria que as palavras expulsassem de dentro de mim isso que me incomoda, isso que me deixa inerte. Está comigo e não está. Sinto e deixo de sentir, quer dizer, tento deixar de sentir. Queria congelar tudo isso e passar a mão num martelo e destruir tudo, fácil, fácil...
Perdi o chão. Cadê a chave de casa? Trocaram a fechadura? Os pensamentos fervilham dentro de mim e a vontade de partir é enorme. Partir para onde? Nem eu mesma sei. Sinto vontade de partir de mim, de sair disso, dessa “coisa” que me sufoca. Não sei. Ando desconfiada. Sinto que estou sendo traída pelos meus próprios sentimentos... Eles me confundem. Por quê?
Essa música de fundo que você não está escutando, me faz lembrar muita coisa. Coisas que não aconteceram. Perdi o freio. Esqueci que a natureza do grão é crescer... Ele realmente cresceu e tomou proporções que eu não pude jamais imaginar. Eu não queria, de verdade, que chegasse ao que chegou.
Perdi o freio. De novo. Mesmo depois de tudo, eu continuei. Não queria saber nem quero. Eu queria mesmo era voltar no tempo, juro que teria aproveitado bem mais! Juro que não teria errado tanto. Mentira. Teria errado, sim. Enfiei os pés pelas mãos e enfiaria não sei mais onde se tudo não tivesse o fim que teve. Eu iria me arrepender, eu sei.
Não é disso que peno. É das palavras que foram ditas erroneamente. Palavras que não foram sinceras. Foram? Diga-me você! Eu não sei. Em metade, eu acreditei. Na outra, eu fingi que não ouvi para não estragar o momento. Olhos, pele e boca. Nada mais tem importância, não nesse momento de vazio. De sobra. Sobra do que tive pela metade. Sobra da sua ausência...
Talvez eu saiba o que é melhor pra mim. Talvez eu queira que isso seja melhor pra mim, pra minha felicidade. Mas que felicidade? Que felicidade é essa que não me permite ser feliz? Que incoerência! Que infelicidade... Não é nada. É teimosia. Nada é apenas uma palavra esperando tradução. Agora, teimosia... Sou eu em pessoa! Eu querendo ser Deus da minha vida.
Por Luana Chaves (21/02/11)
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Chama de mim

Meu eu consolida tua nascente!
Diante da força, do luzeiro...
Teu som, teus sentidos, a luz.
O amor? As lágrimas!
De teu peito sinto inflar
A viva chama, a chama
Do meu ser...
Queima em mim, queima em ti.
A chama brilha, cai sobre mim.
A ti, inebria...
Cobre, envolta do que é.
No sentimento, germinará...
A luz, a chama de mim!
Por Luana Chaves
(01/02/10)
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
O amor não vive de presente
Hoje eu escutei uma música que suscitou alguns questionamentos sobre os últimos acontecimentos da minha vida amorosa. Havia um trecho que dizia mais ou menos assim: “o amor não vive de presente; o amor vive do futuro, pois ele enxerga o que o outro ainda não é, enxerga o que ele ainda pode ser”.
Nesse momento, meu coração disparou! Quando escutei essa última parte (o amor enxerga o que o outro ainda pode ser), senti uma pontada no peito, como se alguém tivesse feito uma brincadeira de mau gosto e me abraçasse por trás, me deixando sem ar. Sentia que meu radar gritava desesperado em meu socorro...
Eu não consigo enxergar a minha paixão além do presente. Só se passam fantasias, desejos, vontades, que são castradas cruelmente por uma força que me liberta ao mesmo tempo que tira a minha alegria e me traz a angústia, me colocando à prova do que quero e do que deveria fazer. Você entende? Meu Id e Superego nunca estão em acordo! Afinal de contas, quem garante o que é certo ou errado? Eles podem apenas tomar rumos diferentes...
Uma vez eu escutei que, quando é para ser, não há espaços para dúvidas. Desde o primeiro olhar, um raio de dúvidas caiu sobre a minha cabeça! Senti curiosidade, atração, vontade... medo! Será que o amor age realmente de forma tão clara e objetiva em nossas vidas ou será que nossas ações é que travestem nossos sentimentos (ou não) em amor? Tenho minhas dúvidas sinceras...
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Esquece e vai dormir...

Psiu... Fale baixo! Escute. Eu demorei a voltar, então, ouça bem o que tenho hoje a falar. Não vim para demorar. Serei breve e não baterei a porta. Apenas ouça, preste bem atenção em cada palavra que irei, aqui, humildemente, “pronunciar”. É um relato, é uma inspiração real. Escute.
Não importa em que situação você está ou eu esteja. A minha situação pode ser diferente da sua, a gente pode estar vivendo emoções diferentes. Ou não. A gente pode estar simplesmente vivendo a mesma merda! Sim, porque tudo que passou não seria digno de ser descrito ou contado com tanto entusiasmo se não tivesse um crescimento pessoal por trás. E daí? Essa questão puramente amorosa, se pode assim dizer, não vem ao caso. Não agora.
Sabe, meu bem, eu não vou te contar o que aconteceu. Desculpa. Na verdade, essa idéia nem ao menos se passou pela minha cabeça. Sabe por quê? Porque não importa, não serve para você. Cada história é uma história. Esquece... Valeu a pena pra você? Para mim, eu ainda tento descobrir se sim. Enfim...
Meu bem! Escuta: se um homem te quer, nada irá mantê-lo longe. Entretanto, se ele não quer nada com você, querida, sinto lhe dizer, mas, nada irá fazê-lo ficar, nem mesmo para olhar na sua cara e ser sincero quanto às suas próprias mentiras esfarrapadas. Nada! De novo: ESQUECE!
Vou te contar um segredo de estado! Mas não vale contar para terceiros, ok? É que, por vezes, eu fantasiei mais de várias desculpas e situações. Coitadinha de mim! Acredite: sempre fui boa nisso! E só te falo uma coisa: pare de dar desculpas, de arranjar justificativas para um homem e seu comportamento. A sua intuição tem mais credibilidade que sua imaginação em qualquer situação, portanto, permita que ela te proteja das mágoas, mulher! Se ame!
Sabe uma coisa que nunca funcionou? Se modificar o tempo todo pelo outro. Quando esse outro não quer, você pode se transformar em Beyoncé que ele nem vai notar! Então, lindinha, pare de tentar se modificar por uma relação que não tem que acontecer. NÃO HÁ VAGAS PARA VOCÊ! Acredite nisso.
“Devagar e sempre”. É um ditado que todo mundo já ouviu. Por que devagar? Devagar é melhor? Não sei, querida! Mas uma coisa eu sei demais: nunca dedique sua vida a um par de calças antes que você encontre um que realmente te faça feliz! Entendeu ou seria preciso eu desenhar? Sai dessa vida, menina!
Se você não saiu dessa vida e, se essa relação terminar porque o homem que você não soube escolher não te tratou como você merece... Ah, foda-se! Mande esse filho da puta pro inferno! Você demorou pra fazer isso, mas fez. Mais uma vez: ESQUECE ESSA PORRA! E te diria mais, meu bem: vocês não podem “ser amigos”. Sabe por quê? Porque um amigo não destrata outro amigo. Fica a dica.
Oh, menina teimosa, não conserte nada que você jura que esteja errado em você ou no seu comportamento. Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente, gata, é porque ele está mesmo! E eu nem preciso dizer que você sabe melhor que eu que ele é um babaca. PRECISO??
Pelo menos uma de nós, mulheres que se jogam num relacionamento sem medo, não continue uma relação porque você acha que ele vai melhorar. É fato, menina: você vai se chatear daqui um ano ou mais por continuar a relação porque as coisas ainda não melhoraram. E, acredite (mais uma vez): as coisas NUNCA mudam!
Só isso que eu te falo, meu bem. Se quiser me ouvir, bem. Se não quiser, amém! Todavia, se você não quiser levar em consideração os detalhes que te falei, será só mais uma mulher, assim como eu e tantas outras, a se foder numa relação que não era pra existir! Quer fazer diferente? Então, querida, acredite: a única pessoa que você pode controlar numa relação, felizmente/infelizmente, é você mesma. VALORIZE-SE!
Por Luana Chaves (25/01/11)