sexta-feira, 23 de abril de 2010

'Babiranha'

Pensamentos borboleteando....


Tudo começou de uma forma tão sutil, inocente, entretanto, me cativou de um modo tão envolvente, tão pessoal. Você faz parte da minha vida, construiu parte do que sou dentro daquele ambiente onde havia tantas diferenças e indiferenças, nas quais fomos protagonistas de muitas histórias e soubemos lidar muito bem com elas. Quase que ao mesmo tempo compartilhamos risadas, decepções, confissões, festas, tristezas... Vida!

Foi sempre assim que gostamos, que vivemos! Porque pra gente, uma coisa de cada vez, é para os fracos, a gente gosta mesmo é de tudo junto e misturado! A cada dia que passa, eu tenho mais certeza da escolha que fiz quando te escolhi pra compartilhar uma amizade verdadeira. Uma amizade que ultrapassa qualquer incerteza, medo ou decepção. Porque com você, eu me sinto livre, livre pra dizer o que melhor pode cair sobre ti. Você tem um pedaço enorme aqui dentro de mim, portanto, quando você vibra, eu vibro junto.

As nossas diferenças nos completa de uma forma tão intensa, que chego a ter medo de te perder. É incrível como nosso olhar se entende e nosso abraço se completa, nas situações boas e ruins. Porque é mágico segurar sua mão e sentir que está tudo bem. Eu aprendi muito com você, com nossas experiências e presepadas. Mesmo que eu não precise dizer, saiba que sempre estarei aqui para te apoiar e te parar quando for preciso.

Tudo o que estiver ao meu alcance, farei para te deixar melhor. Sempre que precisar de ajuda, espero que não hesite em me procurar, nunca. A delicadeza do seu sorriso me traz vontade de sorrir de volta. Quando você não está presente, eu sinto sua falta. Obrigada por todos os momentos que já dividimos juntas. E eu quero mais, muito mais da gente.

Minha piranha, minha amiga. Te amo aqui e ali.. Em qualquer lugar! Seu carinho me faz muito feliz.



Em 23/04/10.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tomando Ingresia


Pensamentos borboleteando...

Palavras. Sempre foram letras que me chamaram muito a atenção. Pa-la-vra. Soa de forma estranha depois de muito tempo pronunciada. E ainda assim, agrada aos meus ouvidos.


‘Eu queria pegar a palavra com a mão’, tocar, sentir cada sílaba encadeada na outra de uma forma concreta, firme. Como se eu pudesse compactá-la, sem destruir, sem amassar. Tocar. Apenas sentir.


A sonoridade de algumas palavras não tem nada a ver com seu significado, pelo menos, pra mim. ‘Incipiente’, por exemplo. Lembra-me mais algo relacionado a vasilhas, parece até ‘recipiente’, não é? Pois é. Significa ‘iniciante’! O que tem a ver a pronúncia com o significado? Só algumas letras em comum. É, eu também acho. Pode ser que eu esteja errada, vai saber...


Defenestração! Essa é boa. Como Luis Fernando Veríssimo já havia relatado em uma de suas crônicas: ‘defenestrar – ato de jogar alguém ou alguma coisa pela janela’. Como assim? Olha que absurdo: ‘você é um defenestrado!’ Ou ainda: ‘Vou te defenestrar!’ Não, é um pecado o significado dessa palavra ser apenas o ato de jogar. Defenestração é poético demais. E até ofensivo também. É tudo, menos o simples ato de jogar.


Bem, eu venho tomando ‘ingresia’ de algumas coisas. Não entendeu? É que ‘ingresia’ significa barulho, confusão. E tomar ingresia nada mais é do que um trocadilho a essa palavra que eu acho linda! INGRESIA. Parece enjôo. Ânsia. Tomando ‘ingresia’. ‘Tomando abuso’! É isso. Venho enjoando, abusando. Enfim, tomando ingresia...


Por Luana Chaves (05/04/10)


domingo, 28 de março de 2010

(IN)Certeza


Pensamentos borboleteando...


A incerteza vem corroendo as minhas vísceras a cada dia que passa. Já até sinto dificuldade na respiração. Sei que pode parecer exagero, mas, parte dessa divagação a que me encontro e apego, é verídica. O coração aperta todo dia, como se um pressentimento de dor terrível viesse me visitar todos os dias! E ainda deixasse lembranças da perda de algo que ainda nem tive... “E eu acho que gosto mesmo de você, bem do jeito que você é.” Fato. Fato que vem se consumando em minha vida. Eu quero. Te quero, sim! Quero logo. Talvez seja esse o meu fim, a minha própria armadilha. O desafio que carrego por toda a minha vida. O sufoco da espera, de deixar acontecer... Não quero. Não assim. “Faça acontecer, que faço valer a pena”? Não comigo, não dessa vez. Eu quero fazer, quero fazer acontecer. E ainda provar que valerá a pena. Cada momento, cada segundo...


Por Luana Chaves (28/03/10)

quarta-feira, 24 de março de 2010

(RE)Vivendo

Pensamentos borboleteando...

Tudo começou com um simples ‘bom dia’, envolvido de um belo sorriso. Um sorriso tão cativante, que nunca mais saiu da minha cabeça. Por tão pouco tempo, mas de forma tão intensa, verdadeira... E eu sabia exatamente o que aquilo significaria mais tarde. E é nesse ‘mais tarde’ que me concentro no momento...

Ele aconteceu tão rápido, que eu nem tive chance de escolher, simplesmente me invadiu as emoções. E me embala a cada a dia de encontro, encontros que eu conto as horas para se repetirem. O que será de mim quando eles acabarem? Espero que seja apenas o 'ponta pé inicial', não um 'ponta pé final', como se poderia prever. As pessoas nos surpreendem e ainda tenho uma pontinha de esperança! Eu posso, posso ter e quero ter. E quando eu quero, eu normalmente consigo!

As gargalhadas. É o que melhor nos aproxima. A minha capacidade de descontrair, de envolver e intrigar com belas risadas e olhares sutis. Já não quero saber se é, se não é. Eu quero saber é de conquistar, de mostrar como é bom, como é divertido e intenso, não superficial. Eu quero mais é demonstrar o meu interesse, a minha vontade de compartilhar tais emoções, que estão me deixando em cólicas.

Há tempos não sabia como era sentir isso. Agora, eu me recordo. Os olhos brilharem, o coração disparar, as mãos suarem, o frio na barriga... e até mesmo a insegurança. Por que não? Quero sentir tudo isso e pouco mais novamente. Vida! VIVER!!! É assim que eu gosto, é assim que me faz bem, é assim que eu gosto de viver. Forte e intensamente!



Por Luana Chaves (24/03/10)

terça-feira, 16 de março de 2010

Decisões em tempestades

Pensamentos borboleteando...

Tudo mudando como num sublime processo natural. Um arco-íris que surge depois de uma longa tempestade. É assim que se encaixa tal experiência, tal vivência. Pelo menos, é o que parece. Até o presente momento. Aliás, eu diria, se transformando, como, já diria o outro, ‘na natureza nada muda, mas tudo se transforma’. E se transforma não porque é forçado a tal situação, mas porque simplesmente acontece, é preciso. Sempre!

A cobrança sempre esteve presente. Desde que o mundo é mundo. Só mudou sua forma, mas a composição... ah, ela é a mesma! Nada mal, nada contra. É normal que se faça a cobrança. O que não é válido, é cobrar aquilo que não se pode oferecer. Como prometer aquilo que não se pode cumprir. É fraco. Não tem porque e não há justificativas, mas acontece. Muitas vezes!

Se cobrei o que não dei, paciência. Foi um erro. Ainda era cedo – ou não - para eu saber que para receber, era preciso doar-se! Todavia, nunca prometi o que nunca pude cumprir. Promessa, pra mim, é coisa séria. Mais sério que dívida. Sim, é verdade. Quem me conhece, sabe. Quer dizer, nem quem me conhece entende direito essa relação estreita que cultivo com a palavra ‘promessa’. Quase tudo que me cerca, envolve promessa, sacrifício. Sacrifício, muitas vezes, vem de forma mal interpretada. Está dentro de mim. Muitas vezes, apenas no que penso.

Enfim. Sacrifícios foram feitos essa semana. Decisões importantes foram tomadas. E arrependimentos não me habitam, pelo menos ainda. Até o momento, estou curtindo o lindo arco-íris que surgiu depois de uma longa tempestade que tive de enfrentar. Agora, peço licença, pois irei apreciar o lindo céu colorido que eu fiz acontecer!



Por Luana Chaves (16/03/10)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Um dia peculiar

Pensamentos borboleteando...


Hoje é um dia peculiar. Um dia daqueles, que, na verdade, são bem raros; entretanto, intensos. Não sei explicar, mas é como se eu não tivesse o dom da felicidade, parece que sempre falta algo. Algo que eu nem sei o que é. Mas falta. Do que adianta tanta dureza, se, no fundo, as emoções são vulneráveis e se confundem em meio a tanta divergência?

Eu me pergunto diversas vezes porque comigo. Fico pensando se é castigo ou se é pura e simplesmente conseqüência de atos. Pergunto-me, ainda, porque tanta dúvida e negação, uma que não existe acasos (pelo menos pra mim). Não creio que tenha acontecido simplesmente por curiosidade. Não comigo. Eu sinto. Se fosse somente curiosidade, um instante mais tarde, nada mais existiria. Só a lembrança. Mas não. Era apenas o começo. E acredito que, no íntimo, eu poderia prever essa verdade. O começo não se finalizou, apenas deu continuidade. E trouxe um sentido diferente à minha vida...

O inegável sofrimento me acompanhou, mas trouxe consigo muitas aventuras, gargalhadas, carinho, lágrimas. Lágrimas são o marco de tanta felicidade e tristeza misturada no desespero de perdas e reencontros. Encontros que duraram uma vida e marcaram por várias.

Será realmente errado? Será que milhares de pessoas estão enganadas? Não há mal que permeie nessas escolhas. Não há de existir felicidade mútua que seja reprimida. Pelo menos, é nisso que me apego, afinal, estou apenas num dia daqueles. Raros. Daqui a pouco, passa!



Por Luana Chaves, em 10/03/10

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Noite sombria


Negrumes de nuvens cobrem a beleza
que a Lua traz quando etá cheia.
A maré encontra-se calma,
só ouço o barulho do mar.

Levemente, sinto a brisa vinda
das águas profundas do oceano.
Se pudesse transformar essa noite,
ela seria totalmente inesquecível...

Quando as nuvens caíram
para detrás da Lua,
tive a certeza de estar viva,
por poder ter visto meu rosto...

Quase perfeito e sombrio refletido
sobre as águas, nesta linda noite:
Noite obscura!

Agora só resta-me uma razão,
ter por hoje o que eu jamais
poderei ter: um anjo,
me mórbido anjo...

Para lavar a minha face,
libertar a minh'alma sombira
dessa eterna escuridão...

Por Luana Chaves (17/04/05)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O ritual da vida



Pensamentos borboleteando...


Vida quer dizer arriscar-se à morte. Viver é um ato de coragem, é aventurar-se ao desconhecido, sem receio do que vier pelo caminho. Às vezes, quando optamos por trilhar um caminho, acreditamos, erroneamente, que sabemos exatamente onde iremos chegar. Acreditamos, piamente, que saberemos as conseqüências que nossos atos trarão. Entretanto, a vida não segue por esse caminho, as coisas não acontecem dessa forma. Ainda bem! A graça está no espaço em que percorremos...

A vida é um imprevisto constante. E nossa única previsão, é o imprevisto! Cada dia, é um dia. Escolhemos, escolhemos e, na verdade, queremos mesmo é o imprevisível. Não agüentamos a rotina, o mecânico; desprezamos o monótono. Queremos acordar e ser surpreendidos com um dia diferente do outro, uma conquista, um sorriso diferente.

Uma pequena escolha, aparentemente insignificante, constrói uma cena de nossa vida. Ao escolhermos namorar alguém, vivemos a cena desse namoro: conversas, olhares, poesias, carícias. Se a escolha fosse diferente, outras seriam as paisagens, as percepções, o dia-a-dia, e até mesmo os sentimentos. Ao aceitarmos um emprego, aceitamos mais uma cena: um escritório, novas amizades ou inimizades, desafios e até uma rotina (essa que também é composta de imprevistos).

Temos o potencial para sermos quaisquer pessoas. Sim, é claro que o ambiente do nosso cotidiano influencia e muito naquilo que somos, mas, antes de qualquer influência, temos a nossa essência (por mais vazia que seja uma pessoa, sua essência é pura). Nossos pensamentos e sentimentos, nossa essência, por assim dizer, moldam o hoje: moldam o “eu sou” e o “eu quero ser”. E a influência (do meio ou de alguém), nada mais é do que o interior traduzido em atos e coisas.

Quer saber? Mudei de idéia! Nós gostamos, sim, da rotina, do ritual. Nossa vida é composta por rituais. Ninguém vive sem um ritual, por menos que seja. Sem o ritual, simplesmente não existiria a vida. Duvida? Pois, então. O que seríamos de nós se não comêssemos todos os dias? Se não dormíssemos? Se o padeiro não fizesse os pães a cada manhã? E se não defecássemos?

Ora, é fato! Nossa natureza exige o ritual. Em toda e qualquer cultura, existe um ritual. O horário das refeições, do trabalho, do descanso. Em todas as religiões há um ritual, um modo de elevar-se aos céus, ao Deus supremo. É tanto verdade, que até mesmo o ciclo vital é um ritual: nós nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos. Esse ciclo acontece com todo ser vivente, independente de classificação, sexo, cultura, etnia.

Rotina: prática constante e mecânica de certas ações. Ritual: conjunto de regras a se seguir. Cada um de nós tem sua rotina e seu ritual, mesmo que esses não estejam diretamente vinculados às regras da sociedade em que vivemos. Porém, na maioria das vezes, têm, sim, uma forte ligação com nossa cultura, nossa sociedade. Todavia (como já foi citado), podem ser regras só nossas, que somente nós conhecemos e adotamos para nossa vida. Portanto, elas estão e fazem parte do nosso íntimo, consciente ou inconscientemente estão em nosso íntimo.

Por Luana Chaves (28/09/08)


* Adaptado.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Dance bellydance, bellydancer!


A música invade meu ser.

As batidas pulsam dentro de mim,

E surge aquela imensa vontade de dançar!

Sinto meu coração pulsar mais forte.

O ritmo acelera, na medida certa...


Um compasso, quatro por quatrodois por dois, o derbak aumenta,

Acelera, muda:’Zaffa’!

Entra a melodia, me puxando,

Dois por quatro, um compasso, dois...

Meu corpo flutua!

Giro, um, dois, três, meia ponta!

'Arabesque'... meu corpo paira.

Entra a valsa, meus pés deslizam suave.

Um, dois, três, arabesque!

Giro, giro, giro...

'Baladi': DUM DUM TAKATA DUM TAKATA!

"Heilua"!


O sentimento inunda meu ser.

Meu sangue corre, circula

Desesperado pelas minhas artérias.

Meus olhos brilham,

Minha alma eleva-se...


O público anima, aplaude.

Minha felicidade é maior que eu,

Não cabe completa dentro de mim...

É muito amor, é incondicional!

‘Surré’, giro, valsa!

Acordeon... 'cambrê'!

Meu sangue corre, circula...

Sinto meu perfume se exalar.

O público anima e contempla meu ser

A se desfazer em prazer, em música, em vida!


E nada, jamais, poderá ser comparado

Ao prazer único de dançar;

Simples, profundo e sincero:

Dançar e dançar!



Por Luana Chaves (2008).

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Eu prefiro...



Pensamentos borboleteando...

Como poderia ser completa de mim, se apenas conheço metade do que sou? Eu prefiro a beleza mais exótica, os sorrisos mais escandalosos, os olhos mais chamativos, os cabelos mais cumpridos. ‘Eu prefiro o sofrimento legítimo do que o prazer forçado’. Sou exigente nos detalhes e relaxada nas maiores partes. Eu sou impulsiva, indecisa e enrolada, nem tanto; só o necessário para encontrar o que melhor se enquadra em mim.

Tenho dificuldade em aprender a gostar, pois gosto à primeira vista, me jogo, me envolvo, me decepciono, choro, sofro e dou a voltar por cima. Sempre! Sou intensa e verdadeira. Para tanto, o impulso! Encanto-me facilmente, desencanto-me mais fácil ainda! Mas quando me apaixono... Levo por uma vida! Gosto de risco, sentir medo, do friozinho na barriga...

Busco o que me faz bem. O que? A vida responde. O medo é apenas ilusão! Eu tenho receios e vivo tropeçando neles. Tenho mania de música. Música para dançar, cantar, refletir, ler, escrever, viajar, para o banho e até mesmo para dormir. Sim, para dormir. Música para tudo! Traduzo-me em letras e melodia. E outras manias. Elas compõem parte do que sou. E frescura também. Por que não? Elas dizem muito de como sou e do que não gosto.

Sou indecisa porque tenho diferentes pontos de vista sobre diversas coisas e assuntos. Tenho feridas que ainda não cicatrizaram, traumas que nunca serão esquecidos e amores que jamais se apagarão... Sempre quis ser diferente de todo mundo. Às vezes, sou mesmo diferente. Outras, sou igual a todo mundo. Sou de extremos, entretanto, doso na medida em que me convém. Sim, sou bem persuasiva! Mudo de humor freqüentemente. Ora sou tristonha, ora sou alegre, ora sou forte, ora sou bobinha, ora sou fria...

Sou sincera e espontânea. Digo o que penso, sou direta e, na maioria das vezes, não fujo. Eu sou o complemento de alguém, a metade que falta, só me resta encontrar alguém que se encaixe na metade que me comporta. Gosto da solidão para expressar. Expressar o que sinto, o que falta. Seja na dança, no violão ou no papel.

A arte me consome! A literatura me fascina pelas suas diversas formas de expressão. Fui cativada pelo amor exacerbado do Ultra-Romantismo e me apaixonei pela sinceridade e coragem de Castro Alves. Sou uma sagitariana convicta! Com essência fogo, minha primeira linguagem do amor é o toque físico. Seja um toque leve, um abraço apertado ou não, mas pele... Contato!

A Lua é minha metade no céu a olho nu. Traduz-me em cada fase, apaixonando-me a cada noite! As estrelas iluminam meu ego e guiam minhas idéias, meu ser. Minha dança é minha vida! Minha forma de expressão corporal, emocional e espiritual. Porque dançar não é de fora pra dentro, mas, sim, de dentro pra fora! É meu eu revelando-se em cada movimento, sorriso e olhar.

Gosto de calor humano. Conversas, olhares, abraços, risadas, carinho. Gosto de estar entre, com e distante. Distante para sentir falta. A saudade aquece e mantém. Não freqüentei a fila da paciência, gosto de tudo no ato! Às vezes, a ansiedade me sufoca. Outras, eu passo dos limites. E, muitas vezes, sou muito mulher e até mais macho que muito homem! Outras vezes, sou infantil. E outras vezes, ainda, sou muito responsável, enquanto que em outras, sou inconseqüente...

Tenho uma mania terrível. É a mania de Luana! Mania de querer no desafio, querer na dúvida. A conquista. O risco de perder e ganhar, a sensação de vitória, de conquista. Sentir o coração pulsar mais forte, as pernas ‘faltarem’, a falta de ar. Um amor sem frio na barriga nem barreiras, não é um amor que valha a pena lutar. Pelo menos, para mim. O amor é mais que uma conquista, é um estilo de vida. Vida na qual jamais há espaço para comodismo nem tédio. Vida que me escolheu como protagonista, sem chances de analisar possibilidades. De pensar. Impulso. É esse o termo que classifica o meu modo de amar.

Erro bastante e acerto com muita freqüência. Tudo é uma questão de ponto de vista. Eu aproveito cada minuto, até mesmo nos sonhos. Observo os mínimos detalhes, curto cada momento. Sou o que digo, o que penso, o que vejo e, principalmente, o que sinto. Sou intensamente sensitiva...

Por Luana Chaves (17/02/10)