segunda-feira, 28 de junho de 2010

Precisamos de Santos


Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man.
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos".

João Paulo II

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Charneca em flor


Enche o meu peito, num encanto mago,
O frêmito das coisas dolorosas...
Sob as urzes queimadas nascem rosas...
Nos meus olhos as lágrimas apago...

Anseio! Asas abertas! O que trago
Em mim? Eu oiço bocas silenciosas
Murmurar-me as palavras misteriosas
Que perturbam meu ser como um afago!

E nesta febre ansiosa que me invade,
Dispo a minha mortalha, o meu burel,
E, já não sou, Amor, Sóror Saudade...

Olhos a arder em êxtases de amor, Boca a saber a sol, a fruto, a mel:
Sou a charneca rude a abrir em flor!

F. Espanca

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Planos mirabolantes


Pensamentos borboleteando...

Não sei porque eu ainda perco tempo bolando planos mirabolantes para estar ao meio. Nesse meio. Nesse meio que não me pertence! Nem há como eu perder algo que nunca tive. Nem poderia... Pois, como poderia?? Não, não. Bobagem. Muuuita bobagem mesmo a minha...


Como poderia dar certo? Como que eu pude crer que isso daria certo? Da forma como tudo aconteceu? Dizem que tudo que começa errado, acaba errado. Nem tudo! Tenho provas de que isso não se faz verdade em tudo. Mas bem que parece ser o caso. Esse caso que me tira a paciência!


Deu. Tudo o que tinha que dar? Não sei! Nem tenho mais imaginação para prever. Nem sei se quero ter essa imaginação toda. Aliás, eu não queria mesmo! Maaas... é preciso! Liberdade. Quero aquilo de volta. Quero sentir a brisa da liberdade pairar sobre meu corpo, sentindo cada parte de mim arrepiar-se!


Eu só peço isso. Só isso tudo! Ele, lá de cima, sabe do que falo, sabe do que sinto. E Sabe do que preciso. E somente Ele vai poder mudar. Transformar tudo isso no que melhor couber a mim. Talvez, nem mudar. Apenas enxergar com clareza, o que talvez não exista...


Por Luana Chaves

(09/06/10)